Aprenda Como se Escreve Sem Erros

Bem-vindo a um glossário prático para tirar dúvidas rápidas de ortografia e uso no português do Brasil.

Este guia funciona como um dicionário: você consulta a entrada, vê a forma correta e confere exemplos curtos no presente.

Vamos destacar regras mecânicas — acento, hífen, cedilha — e, em seguida, pares que confundem pelo som. Assim, você aprende a identificar a palavra certa sem decorar.

A intenção é informacional: alinhar norma‑padrão e variantes aceitas na língua portuguesa, para que você saiba quando aplicar correção e quando respeitar variação.

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Use este material como referência rápida. Em cada entrada, a comparação mostra a forma correta ao lado da forma errada. Assim, a prática diária fixa o padrão e reduz erros.

Conteúdo

Como se escreve: encontre a forma correta e o uso no português

A seguir, tratamos de casos frequentes que confundem a grafia e o uso no português. Você terá explicações curtas e exemplos prontos para aplicar hoje mesmo.

palavras corretas

Quando a dúvida é de acento: “raiz” ou “raíz”

Correto: raiz. Não leva acento.

Relacionadas

Use “raiz” em expressões como “a raiz do problema”. Evite acentuar por sensação de pronúncia.

Quando a dúvida é de cedilha: “faça” ou “fassa”

Correto: faça, com ç. Ex.: Faça isso agora.

O som /s/ pode enganar, mas a ortografia segue a conjugação e a raiz do verbo.

Quando a dúvida é de hífen: “latino-americano” ou “latinoamericano”

Correto: latino-americano. Ex.: “país latino-americano”.

Use o hífen em compostos consagrados e em nomes regionais.

Quando a dúvida é de palavras parecidas: “coincidência” ou “conhecidência”

Correto: coincidência. Evite contaminação por palavras como “conhecer”.

Quando a dúvida é de conjugação verbal: “estarão” ou “estaram”

Correto: estarão para futuro. Ex.: “Eles estarão aqui amanhã.”

Quando a dúvida é de conjugação verbal: “irão” ou “iram”

Correto: irão indica futuro. “Iram” pertence a outro tempo e altera o sentido.

Tipo Forma incorreta Forma correta Observação
Acento raíz raiz Não acentue por sensação de pronúncia
Cedilha fassa faça Considere a conjugação do verbo
Hífen latinoamericano latino-americano Hífen em compostos regionais
Grafia / Conjugação conhecidência / iram coincidência / irão Evite misturar sentidos e tempos verbais

Mini‑checklist

  • Verifique acentos em oxítonas e paroxítonas.
  • Confirme cedilha em formas do verbo e substantivos.
  • Use hífen em compostos consagrados.
  • Cheque o tempo verbal para não trocar o sentido.

Dúvidas frequentes com palavras e expressões parecidas (e como usar)

Veja agora termos parecidos no som, mas distintos no significado e no uso. Este bloco ajuda você a escolher a palavra certa sem hesitar.

palavras parecidas

“Sessão”, “seção” ou “cessão”

Sessão é um período: sessão de cinema. Seção divide um documento ou site. Cessão trata de transferência: cessão de direitos.

“Seção” ou “secção”

As duas formas existem, mas no Brasil a preferência é por seção. Opte por essa grafia para manter consistência editorial.

Crase: “em relação a” ou “à”

Use em relação a como locução prepositiva. A crase aparece quando há regência com artigo: refira‑se à norma. Verifique regência antes de marcar crase.

“A vontade” ou “à vontade”

“À vontade” indica conforto: sinta‑se à vontade. “A vontade” fala de desejo ou quantidade: ficar com a vontade; comer a vontade.

“A cerca”, “acerca” e “há cerca”

“Acerca” = sobre um assunto. “A cerca” = junto à cerca (distância física). “Há cerca” = tempo aproximado. Use o truque: há = tempo, a = distância, acerca = assunto.

“Isto” ou “isso”

Use isto para apresentar algo novo. Use isso para retomar informação já dita. Assim, seu texto ganha coesão.

“Ambos” ou “ambos os”

“Ambos” sozinho funciona; acrescente artigo se precisar especificar: ambos os lados. Flexione conforme o gênero: ambas as partes.

“Vim” ou “vir”

“Vim” é passado: vim ontem. “Vir” é infinitivo: vou vir depois. Distinga ação concluída de intenção para evitar erros comuns na escrita em língua portuguesa.

Regras rápidas que te ajudam a escrever melhor hoje

Pequenas regras, grande diferença: aplique hoje e veja a escrita ficar mais limpa.

palavra

Formação de palavras

Derivação usa prefixos e sufixos para criar termos da mesma família. Isso ajuda a prever grafias.

Composição junta radicais; presta atenção ao hífen e à concordância.

Variação linguística

A variação reúne modos diferentes de falar. Na escrita formal, priorize a norma‑padrão.

Isso não invalida variedades regionais, mas orienta escolha em textos oficiais.

Plurais que confundem

Qualquer: no plural use quaisquer cidadãos; no singular, qualquer cidadão.

Quanto a álcool, ambas as formas álcoois e alcoóis são aceitas; padronize no documento.

Tom e discurso

Ironia sugere o oposto de forma sutil; sarcasmo tem tom mais hostil. Escolha palavras conforme o efeito desejado.

Discurso direto usa travessão ou aspas e verbos dicendi. Indireto exige mudança de pessoa e tempo. Indireto livre mistura voz do narrador e do personagem.

Item Problema Solução rápida Exemplo
Derivação Confusão de sufixos Identifique radical feliz → felicidade
Composição Uso do hífen Ver regras do composto latino‑americano
Plural Qualquer vs quaisquer Concorde com o substantivo quaisquer cidadãos
Toma/Registro Ironia vs sarcasmo Ajuste tom e léxico ironia suave / sarcasmo duro

Conclusão

Fechamos com um roteiro curto para revisar e escolher a forma correta sem dúvida. Identifique o tipo de dúvida (acento, cedilha, hífen, conjugação ou expressão) e confira o sentido pretendido no contexto.

Depois, escolha a forma adequada e mantenha a consistência ao longo do texto. Tenha a strong, prática de padronizar variantes aceitáveis — isso evita oscilações em textos profissionais.

Anote dúvidas recorrentes e crie uma lista pessoal. Antes de enviar, revise com esse método rápido: identificar, conferir, decidir.

Use este glossário como referência: consulte sempre que precisar confirmar grafias e usos. Assim, suas palavras ganham precisão e sua escrita em português fica mais segura e natural.

FAQ

Aprenda Como se Escreve Sem Erros

Você aprende evitando dúvidas comuns: revise acentuação, cedilha, hífen e conjugação. Pratique com exemplos reais e consulte fontes confiáveis, como o Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras e o Priberam, para confirmar grafias.

Como se escreve: encontre a forma correta e o uso no português

Para achar a forma correta, verifique a norma-padrão, observe etimologia e compare com dicionários atualizados. Considere também o contexto: algumas variantes são aceitas em Portugal, outras preferidas no Brasil.

Quando a dúvida é de acento: “raiz” ou “raíz”

A grafia correta no português brasileiro é raiz, sem acento. Use raiz em contextos de origem, botânica e em expressões figuradas como “a raiz do problema”.

Quando a dúvida é de cedilha: “faça” ou “fassa”

A forma correta é faça, com cedilha em palavras derivadas do verbo fazer quando a vogal seguinte é a, o ou u. Fassa não existe na norma-padrão; cuidado com homofonias ao falar.

Quando a dúvida é de hífen: “latino-americano” ou “latinoamericano”

O correto é latino-americano, com hífen entre o elemento latino e o segundo composto. O Acordo Ortográfico manteve o hífen em locuções formadas por dois elementos que se combinam como um único adjetivo.

Quando a dúvida é de palavras parecidas: “coincidência” ou “conhecidência”

A forma correta é coincidência, com i após o co-. Conhecidência não é correta. Use coincidência para indicar ocorrência simultânea ou sem relação aparente.

Quando a dúvida é de conjugação verbal: “estarão” ou “estaram”

Estarão é futuro do presente (eles estarão aqui amanhã). Estaram é forma do verbo estar no futuro do pretérito, usada em orações condicionais ou subordinadas (eles estariam se…). Escolha conforme o tempo que quer expressar.

Quando a dúvida é de conjugação verbal: “irão” ou “iram”

Irão é futuro do presente (eles irão viajar). Iram não existe na norma-padrão como forma simples; existe iriam, que é futuro do pretérito (eles iriam se…)

“Sessão”, “seção” ou “cessão”: sentidos e contextos de uso

Sessão indica tempo de duração (sessão de cinema). Seção é divisão (seção do jornal). Cessão é ato de ceder algo (cessão de direitos). Escolha conforme o sentido no contexto.

“Seção” ou “secção”: variação aceita e preferência no Brasil

No Brasil, seção é a forma preferida. Secção aparece em textos portugueses mais antigos; ambos são reconhecidos, mas prefira seção para seguir o uso brasileiro atual.

“Em relação a” ou “à”: quando a crase muda a construção

Use em relação a quando a expressão vier sem artigo: em relação a sua dúvida. A crase (à) aparece quando há a fusão da preposição a com o artigo feminino a(s): refiro-me à resposta que dei. Substitua por “àquele/àquela” para testar.

“A vontade” ou “à vontade”: diferença de sentido no uso

A vontade (sem crase) indica desejo: tenho a vontade de viajar. À vontade (com crase) indica estado de conforto: fique à vontade para perguntar.

“A cerca”, “acerca” e “há cerca”: como escolher na frase

Acerca significa “sobre”: falamos acerca do tema. Há cerca indica tempo aproximado: isso aconteceu há cerca de um mês. A cerca (separado) refere-se a uma cerca física: a cerca da fazenda.

“Isto” ou “isso”: diferença na referência dentro do texto

Isto refere-se a algo próximo do falante ou a algo que será dito: isto é importante. Isso refere-se a algo já mencionado ou próximo do ouvinte: isso que você disse.

“Ambos” ou “ambos os”: quando o artigo entra (e quando não precisa)

Ambos pode aparecer sozinho: ambos concordaram. Use ambos os quando quiser especificar o substantivo com artigo: ambos os livros foram entregues. O artigo torna a expressão mais definida.

“Vim” ou “vir”: como não confundir tempo verbal e intenção

Vim é passado simples (eu vim ontem). Vir é o infinitivo (quero vir amanhã). Escolha conforme o tempo verbal que precisa: relato no passado usa vim; planos futuros usam vir.

Formação de palavras: derivação e composição para entender a escrita

Saber se uma palavra é derivada ou composta ajuda na grafia e no uso do hífen. Em compostos formados por dois elementos que mantêm sentido próprio, analise regras do Acordo Ortográfico para decidir o hífen.

Variação linguística: por que existem formas diferentes e o que vale na norma-padrão

As variações surgem por regiões, influências históricas e contato com outras línguas. Na comunicação formal, priorize a norma-padrão; em textos coloquiais, adapte-se ao público sem comprometer a clareza.

Plural que gera dúvida: “quaisquer cidadãos” e o caso de “qualquer cidadão”

Qualquer cidadão costuma ficar no singular quando se refere a um elemento indeterminado. Quaisquer cidadãos aparece para indicar pluralidade indefinida: quaisquer cidadãos podem participar, quando se quer enfatizar o plural.

Plural de “álcool”: “álcoois” ou “alcoóis”

A forma correta no plural é álcoois ou apenas álcool quando usado em sentido coletivo. Ambas as variantes com acento são aceitas, mas espanhol e português diferem; siga dicionários atualizados para confirmar.

Ironia e sarcasmo: diferença de sentido (e como isso impacta a escolha de palavras)

Ironia é uma discrepância sutil entre o dito e o significado; sarcasmo costuma ser mais agressivo. Ao escrever, use sinais contextuais, pontuação e tom para evitar mal-entendidos, especialmente em texto escrito.

Discurso direto e indireto: como escrever falas e pensamentos com clareza

No discurso direto, use travessões ou aspas e mantenha a pontuação vocativa. No indireto, adapte tempos verbais e pronomes conforme a oração subordinada. Isso mantém a clareza das falas e pensamentos.

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